Guia de viagem de Bonito, MS
Bonito, em Mato Grosso do Sul, é o destino do Brasil onde não dá para improvisar. Todo o atrativo funciona com marcação e tecto diário, e a viagem monta-se ao c
O Rio do Peixe é uma fazenda perto de Bonito com cascatas em sequência e poços naturais transparentes. Junta uma saída de cascata a apoio de dia inteiro, o que permite ficar de manhã à tarde.
O Rio do Peixe é uma propriedade rural perto de Bonito atravessada por um rio que forma, ao longo do seu curso, cascatas e poços naturais. A saída junta um trilho leve entre as quedas com a possibilidade de ficar: há apoio para passar o dia sem voltar à vila para almoçar.
É um formato intermédio entre uma saída de cascata pura, como a Estância Mimosa, e um dia de praia fluvial, como o Balneário do Sol. Quem quer as duas coisas sem partir o dia entre duas moradas encontra aqui a combinação.
São bacias que o próprio rio escavou na rocha, alimentadas por água corrente. Distinguem-se de um poço de cascata por serem menos fundas e mais calmas, e de uma piscina por terem fundo irregular e temperatura definida pelo rio.
A vantagem prática é a variedade: ao longo do mesmo percurso há normalmente um poço raso para crianças pequenas, um fundo para nadar e um troço rápido para quem quer sentir a força da água.
Ao contrário das saídas com hora de partida, o dia organiza-se sozinho: chega-se de manhã, caminha-se até às primeiras quedas, volta-se para o almoço e a tarde é o que cada um quiser. Essa liberdade é o atrativo principal e também a armadilha principal — um grupo sem nada combinado passa o dia a procurar-se.
Vale combinar dois horários logo à chegada: o do almoço e o da saída. O resto pode ficar solto.
É a sequência de poços que faz este sítio funcionar com famílias. As crianças que se cansam a meio de um trilho longo raramente se cansam aqui, porque aparece algo novo de poucos em poucos minutos e a caminhada entre uma queda e a seguinte é curta o suficiente para não virar negociação.
As cautelas habituais mantêm-se. A profundidade muda depressa ao pé de uma queda, a rocha molhada escorrega de uma forma que a rocha seca não deixa adivinhar, e um poço de aspeto calmo pode ter corrente junto à parede oposta. Um adulto dentro de água resolve isso melhor do que qualquer placa na margem.
Na época de chuva as quedas ganham volume e a mata fica exuberante, ao preço de um trilho escorregadio e de um ou outro poço fechado. Na seca a água é mais limpa e a caminhada mais confortável, com quedas mais suaves.
É leve, com distâncias curtas entre as quedas. Bem mais fácil do que a Boca da Onça.
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