Guia de turismo no Brasil

Mergulho e snorkeling no Brasil: onde a água é transparente

O Brasil oferece dois mundos submersos muito diferentes: os rios de nascente do interior, onde se boia com máscara e são os peixes que vêm ter consigo, e o mergulho oceânico em arquipélagos e recifes.

Foto de destaque hero/pt-pt/o-que-fazer/aventura/mergulho 16:9 · 1200×675 px

Dois países debaixo de água

Quase toda a gente pensa no mar quando se fala de mergulho no Brasil, e o mar é apenas metade da história. No interior, no país calcário do Mato Grosso do Sul, os rios nascem já filtrados pela rocha e correm tão limpos que a flutuação rio abaixo se tornou a atividade símbolo da região. Não há profundidade, não há brevê e não há barco: boia-se e olha-se.

O lado oceânico é outra coisa por completo: arquipélagos atlânticos com paredes vulcânicas e peixe pelágico, recifes ao longo da costa nordestina e destroços ao largo do sudeste. Esse lado exige certificação, barco e, nos sítios mais conhecidos, planeamento com meses de antecedência.

Rios limpos: snorkeling sem mergulho

As flutuações da região de Bonito, no Mato Grosso do Sul, são a referência. Veste-se fato de neoprene, colete de flutuação, máscara e tubo, e a corrente leva o visitante rio abaixo por entre cardumes que não fogem. Não é preciso saber nadar, e é por isso que funciona com crianças e com quem nunca pôs a cara dentro de água.

Ali a transparência depende da chuva e não da estação: a água sai limpa da rocha, e o que a turva é o sedimento arrastado depois de um temporal. Os meses mais secos são os mais previsíveis, ao preço de água mais fria.

O mergulho no mar

Os arquipélagos ao largo dão o mergulho oceânico mais conhecido do país, com fauna marinha grande e uma visibilidade que vem da distância a qualquer foz. Esses lugares têm limites rígidos de visitantes, e o acesso faz parte do planeamento.

Ao longo da costa, as condições mudam com a proximidade das fozes e com a época de chuvas: o mesmo sítio pode estar excelente num mês e turvo no seguinte. Os operadores locais são a única fonte fiável nisso.

O que não se toca

Os dois mundos são frágeis, e nos dois o estrago vem da mão e da barbatana, não da presença:

  • Nada se toca — coral, formação de gruta e planta aquática deixam de crescer onde passou uma mão.
  • Barbatanas acima do fundo: uma pernada distraída turva um rio durante minutos e parte coral durante anos.
  • Não pisar o fundo de um rio transparente, que é a regra que todos os briefings de flutuação repetem.
  • Não alimentar os peixes, o que muda o comportamento do cardume que se foi ver.
  • Protetor solar aplicado muito antes de entrar, ou roupa de proteção no lugar dele.

Como escolher

Rios limpos Oceano
Certificação Não é precisa para flutuação Exigida para mergulho com garrafa
Serve sobretudo a Famílias, iniciantes, peixe de perto Fauna grande, paredes, destroços
Variável principal A chuva na bacia Época e distância às fozes
Planeamento Marcar com antecedência na época alta Marcar muito cedo onde há quota